Oportunidades no mercado imobiliário para e-commerce

Praticamente não há segmento em que o e-commerce não possa ser aplicado. Neste artigo colaboração, vamos falar sobre as oportunidades do mercado imobiliário para e-commerce.

Muito se tem falado sobre o impacto do comércio eletrônico na infraestrutura de varejo no Brasil e no mercado imobiliário do país.

Os fechamentos de lojas e o remanejamento de centros comerciais e shoppings que tentam redefinir seus objetivos foram objeto de grandes reportagens em diversos meios de comunicação.

 

Lendo essas histórias, é fácil ter a impressão de que o comércio eletrônico está invadindo os mercados imobiliários e criando cidades fantasmas.

Esse não é o caso, pelo menos não em muitas grandes cidades onde o comércio eletrônico realmente teve o efeito oposto ao aumentar a demanda por imóveis.

Isso pode parecer contra-intuitivo até você explorar a dinâmica do mercado de comércio eletrônico, que tem crescido cada vez mais ano a ano.

 

Comércio eletrônico e perspectivas

Se a acomodação desse crescimento fosse a única questão, os varejistas simplesmente expandiriam seus centros regionais de distribuição existentes em áreas onde o valor por metro quadrado é relativamente barata e facilmente disponível.

Essa não é uma estratégia viável, porque o mercado de comércio eletrônico é dominado por empresas com poder de mercado para redefinir as expectativas do consumidor quanto à entrega dos produtos comprados.

 

Primeiro, as empresas que prometiam uma entrega para dois dias, passaram a dispor uma entrega no dia seguinte e, agora, o grande diferencial de muitas tem sido a entrega no mesmo dia.

De maneira geral, a grande maioria das empresas do mercado de e-commerce devem se adaptar a essas mudanças de expectativas ou correr o risco de perder lucratividade, com a fuga de clientes para a concorrência.

Isto, porque simplesmente não é possível fornecer consistentemente a entrega no dia seguinte ou no mesmo dia a partir de armazéns regionais distante dos centros urbanos.

A única maneira de atender a essas expectativas é aproximando os produtos de grandes grupos de consumidores.

E isso significa estar dentro das cidades. E não no entorno delas!

 

Preocupação com devolução de produtos

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Além de estrutura de entrega, há o desafio da logística reversa, ou seja, a devolução de produtos.

As taxas de retorno para compras na loja são em média inferiores a 10%, enquanto as taxas de retorno do comércio eletrônico podem ser 30% ou mais.

 

O desafio não é apenas como devolver os bens devolvidos ao consumidor.

Mas como fazê-lo sem destruir todo o seu valor econômico.

Uma solução é o desenvolvimento de sites pequenos e dedicados, onde os consumidores podem devolver as mercadorias com mais eficiência.

 

Estrutura do mercado imobiliário para e-commerce

Esses fatores estão levando as empresas de comércio eletrônico e seus parceiros  a complementar cada vez mais sua rede de centros de distribuição regionais.

Com instalações menores de satélite, capazes de reduzir os prazos de entrega e proporcionar maior flexibilidade e consistência de serviço.

Assim, o crescimento do comércio eletrônico é uma das principais razões da crescente demanda por novos espaços imobiliários, estrategicamente localizados mais próximos dos consumidores.

 

Isso se traduz em uma necessidade de transformação, incluindo recursos de armazenamento no centro da cidade e uma nova abordagem de design para armazenamento e arquitetura de imóveis.

 

Os armazéns do século XXI

O novo modelo de armazém urbano é diferente do tempo dos nossos avós.

Justamente, porque o design de grandes armazéns regionais não cabem nas áreas urbanas.

E muitas vezes isso não é necessariamente prático ou é necessário.

Essas novas instalações têm muito mais a ver com movimentação de produtos do que com armazenamento e, portanto, têm requisitos diferentes dos armazéns tradicionais.

E esta é a nova dinâmica do e-commerce.

Ele permite que imóveis comerciais de pequeno porte, localizados em regiões estratégicas possam servir de quartel general para distribuição de produtos comprados online que precisam chegar rapidamente à mão do consumidor final.

 

Impacto imobiliário

Embora existam algumas diferenças no design dos centros de distribuição urbana em diferentes partes do mundo, existe um consenso sobre o seu impacto.

Há uma mudança em curso na definição do que constitui-grade institucional imobiliário industrial, que anteriormente estava confinado a imóveis como grandes armazéns e centros de distribuição.

 

Nos centros urbanos, isso está aumentando a demanda, os preços e a duração dos alugueis, por exemplo, o que gera um impacto bastante significativo para imobiliárias em São Paulo.

E muitas áreas urbanas do Brasil todo – além de proprietários de imóveis e investidores em geral.

 

Apartamentos à venda em São Paulo antes com dificuldade de venda ou locação, principalmente por serem mais antigos e/ou por estarem dentro de regiões demasiadamente urbanas, acabam deixando a característica de finalidade residencial para se tornarem pequenos centros de distribuição logística.

Evidentemente, isso ocorre após seus proprietários obterem licenças especiais para esse tipo de operação, na qual muitas vezes são os imóveis inteiros alugados, e não uma unidade apenas.

Essa demanda está sendo conhecida no mundo todo como a “verticalização” dos centros de distribuição para e-commerce.

 

Impacto em outros setores do mercado

E o impacto que isso traz tem sido muito vantajoso não somente para os investidores imobiliários e gestores de contratos de venda e locação, como é o caso de corretores.

Um universo inestimado de pessoas acaba sendo impactado com isso também, como prestadores de serviço que são contratados para a separação de mercadorias nessas pequenas unidades logísticas.

Além de trabalhadores da construção civil designados para adaptar os imóveis para que esse tipo de operação seja realizada, como eletricistas, pedreiros, pintores, arquitetos e engenheiros.

 

De uma maneira geral, ainda não está claro exatamente onde vamos parar com tantas mudanças na forma de se vender e de se comprar no mundo de hoje.

Empresas varejistas e fabricantes estão experimentando diferentes modelos de serviços, procurando a combinação certa de vendas online e tradicionais na loja.

Entrega rápida, atenção pessoal e a experiência geral do cliente que os consumidores agora exigem.

 

Esses são grandes desafios para o cenário empresarial no mundo todo.

E, certamente, representarão também uma continuidade em toda essa mudança extremamente otimista e significativa para o mercado imobiliário no Brasil!

 

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