Atualmente, questões relacionadas às formas de pagamento em um e-commerce se tornaram de fundamental relevância aos lojistas virtuais, que possuem uma nova missão: disponibilizar soluções ágeis, eficientes e seguras nas redes. Felizmente, já existem hoje muitas estratégias que vão de encontro a essa necessidade.

É preciso ter em mente que conhecer as diferenças entre cada forma de pagamento é o que vai fazer com que se escolha a melhor estratégia para a sua empresa e para as necessidades de seus clientes, estimulando as vendas e garantindo consumidores mais confiantes e fieis.

A partir destas informações, é possível escolher a maneira mais adequada de operar em sua loja virtual:

– Boleto bancário

A estratégia mais antiga, porém, ainda assim, usada com frequência por muitos. Ao final da compra, a loja gera um boleto que deve ser impresso pelo cliente e pago no banco que preferir (ou através do Internet Banking). O boleto é a melhor opção para os clientes que não possuem cartão de crédito e também para aqueles que ainda não confiam totalmente no pagamento realizado pela internet. O custo para o lojista é de, aproximadamente, R$ 4,00 por cada boleto pago, mas pode variar de acordo com o banco.

– Cartão de crédito

Ao escolher este tipo de pagamento, o cliente digita o número de seu cartão diretamente no sistema da operadora, através de uma conexão segura. Após a aprovação do crédito, a compra já estará finalizada. Neste caso, o lojista precisa desembolsar aproximadamente R$100,00 em uma tarifa mensal, além de cerca de R$ 4,00 sobre o valor da fatura, que também varia de banco para banco.

– Facilitadores

São sistemas que recebem o valor referente à compra em sua compra e depois o liberam para a loja virtual, como PagSeguro, BCash e MoIP. Os facilitadores são ideais para quem está começando, pois para implementá-los basta realizar um cadastro. Com apenas uma conta, é possível contar com diversas opções de pagamento, assumir juros do parcelamento ou repassar para os clientes, entre outras facilidades. Como desvantagem, a liberação do dinheiro pode demorar até 15 dias e, dependendo do facilitador escolhido, as taxas podem variar de 5% a 7% em cima do valor da compra.

– Gateways

Um grande número de companhias oferece este serviço, que transmite dados entre clientes, lojistas e bancos. São utilizados para processar pagamentos com cartão de crédito, intermediando as operadoras com a loja virtual. Neste caso, a compra é comunicada primeiramente ao Gateway, que em seguida informa à operadora. Para o cliente, o pagamento na loja virtual é muito semelhante ao realizado diretamente ao cartão de crédito, mas, como buscam segurança, desta vez, as informações de sua conta são codificadas e transmitidas através do Gateway. Por outro lado, o lojista recebe em pagamentos parcelados, conforme a compra do cliente, e precisa assumir todos os riscos da prevenção de fraudes nas vendas.

– Integradores de meios de pagamento

Considerados como uma boa alternativa aos que estão começando, os integradores realizam toda a operação do pagamento, sem a necessidade de nenhum intermediário, assumindo também os riscos de fraudes nas compras. O sistema também pode ser utilizado pelas lojas virtuais que ainda não possuem registro. Para adicioná-la aos recursos de sua empresa, basta inserir um código HTML em seu site e estabelecer um convênio com empresas como Cielo e Redecard. O lojista só precisará pagar cerca de 2% adicionais em relação às cobranças dos bancos e operadoras.

– Pay Pal

O cliente que seleciona esta opção fornece suas informações de conta no ambiente seguro da empresa e paga com seu cartão de crédito ou com o saldo disponível. Neste momento, o Pay Pal oferece uma transferência online para a conta da empresa. O cliente que adotar o sistema pode utilizá-lo tanto para pagar quanto para receber. O sistema é relativamente barato e tem sido utilizado em todo o mundo.

– Transferência eletrônica de fundos (TEF)

Ainda pouco utilizado, o sistema tende a ganhar cada vez mais adeptos, principalmente pela segurança que oferece. Desta vez, o cliente digita sua senha em uma conexão direta com o banco, que autoriza a transferência do valor de compra para a loja. Após a liberação, a compra está automaticamente finalizada. Também é uma alternativa para o pequeno empreendedor, que gastará aproximadamente 50 centavos por operação.

Para escolher os modelos de pagamento mais adequados para a sua empresa, é preciso analisar uma série de fatores. Cada um deles possui vantagens e desvantagens, portanto o ideal é considerar o modo como eles podem interferir em seu negócio.

O critério geralmente priorizado é o das taxas. É preciso analisar as melhores para o seu negócio, tentando negociar, sempre. Não se devem considerar apenas os valores, mas todo o serviço envolvido em determinado modelo. Para tomar uma decisão, é interessante pesquisar todos os serviços e todos os custos envolvidos em suas atividades. Essa avaliação deve entrar em seu plano de negócio.

Outro fator relacionado aos custos é o parcelamento. É importante pensar: será que a facilidade de realizar uma compra em 12x compensará o fato de que o valor só será recebido daqui um ano? O parcelamento trará um impacto para o seu fluxo de caixa – e é preciso ver se realmente valerá a pena. Os modelos intermediários adiantam o pagamento, mas, por outro lado, as prestações vêm com juros, portanto o ideal é repensar as vantagens das compras parceladas.

Caso o lojista prefira trabalhar diretamente com as administradoras de cartão de crédito, será sua obrigação cuidar dos riscos de fraude. A partir desta hipótese, torna-se necessário contratar uma empresa que ofereça o serviço de análise dos riscos, o que, geralmente, será cobrado. Os intermediários, que garantem a venda, dão mais segurança aos lojistas, mas alguns deles demoram em analisar os pedidos, enquanto que na operação direta a resposta é imediata.

Mesmo que a segurança na internet esteja evoluindo com o passar dos anos, muitas pessoas ainda ficam inseguras quando realizam uma compra na rede. Neste caso, os intermediários seriam uma boa proposta, pois não seria mais necessário inserir dados do cartão em um site novo ou desconhecido. Por outro lado, alguns clientes não se sentem a vontade em compartilhar informações com esses intermediários e preferem comprar diretamente pelo sistema de cartões. O melhor, neste caso, seria oferecer as duas propostas.

Após decidir quais meios de pagamento serão contemplados, o próximo passo será organizar as finanças da empresa. Apesar de já existirem recursos automáticos e complexos, quem está começando no ramo virtual pode utilizar soluções mais simples, que também funcionam:

            – Defina prazos, monte uma lista de devedores e envie cobranças por e-mail, seguindo um padrão pré-estabelecido;

            – Controle o fluxo de caixa através de relatórios detalhados sobre as movimentações e transações, prevendo se o saldo será suficiente para, ao menos, cobrir as despesas fixas;

            – Acompanhe as transações para descobrir se o pagamento foi autorizado, se está em análise, se foi concluído ou cancelado.

A partir de agora, não existem mais desculpas para controlar os pagamentos de seu e-commerce! Lembre-se de escolher as alternativas mais adequadas em relação às necessidades de sua empresa e, também, saiba como administrar as contas para que nada saia de seu controle. Boa sorte!

Não se esqueça de indicar Thiago Sarraf como melhor gestor de e-commerce no Prêmio E-Commerce Brasil 2014! 

https://www.doutorecommerce.com.br/novidades/thiago-sarraf-premio-e-commerce-brasil-2014

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