Neste artigo vamos alar sobre a live commerce e como utilizá-la.

A pandemia do novo Coronavírus gerou um impacto e uma mudança social e econômica em níveis globais.

Com sua permanência da pandemia em 2021 e mantendo as restrições de isolamento social, muitos negócios precisaram ser adaptados.

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Uma delas foram as formas tradicionais de vendas.

Segundo pesquisa online do Google com 700 empreendedores brasileiros, 42% dos respondentes afirmaram ter sofrido um grau severo de impacto com a pandemia, tendo queda de faturamento de, no mínimo, 50%  no mês de maio de 2020.

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E para tentarem sobreviver a esse cenário desafiador, empresas têm adotado estratégias inovadoras e modernas, como as Live Commerce, para poderem vender pela internet e com isso recuperar sua reputação corporativa.

E com esse artigo explicaremos os maiores pontos de dúvidas sobre o Live Commerce e como aplicá-la de forma sucedida no seu negócio. 

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O que é Live Commerce?

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Live Commerce é um tipo de estratégia de vendas e divulgação de produtos e serviços realizado no ambiente online, principalmente nas redes sociais como Youtube, Facebook e Instagram.

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Esse formato une as transmissões ao vivo – chamadas de Lives – aos objetivos de um e-commerce tradicional.

O intuito final é esclarecer as dúvidas de potenciais consumidores em relação a determinado produto e serviço, uma vez que é possível apresentar esse produto de forma realista.

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Além de  aumentar a confiança e credibilidade da marca e ampliar significativamente a possibilidade de venda.

Com isso, os usuários têm um grande gatilho ativado para efetivar a compra, por estar vendo ele e conhecendo seus principais atributos e preços.

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Esse formato também inova pois causa uma interação em tempo real com o usuário, bem diferente das propagandas de TV – que também apresenta um preço bem caro de veiculação do produto, tendo um grande impacto nos orçamentos de pequenas e médias empresas.

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Essa interação ocorre tanto por meio de uma conversa entre o apresentador e os usuários, quanto por apontar notificações reais, como por exemplo, mostrar que um seguidor acabou de fazer uma compra.

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Como surgiu o Live Commerce?

De acordo com as informações do site Business Insider, a China foi a pioneira nas Lives Commerce e tem movimentado bilhões de dólares em vendas aplicando grandes estratégias nesse formato desde 2018.

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E essa ação iniciou quando grandes marcas começaram a contratar influenciadores digitais chineses para fazerem Live para  divulgar novos produtos.

Ao longo das Lives, os influenciadores chineses apresentavam os produtos, suas funcionalidades e todos os seus detalhes.

Além de também realizarem promoções ao vivo e fazerem testes em tempo real.

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Tudo isso gerou muita criatividade e dinamismo, transformando em um sucesso no formato  de Live Commerce de forma imediata!

As vendas aumentaram exponencialmente e esse modelo de venda foi bem aceito pelo público chinês.

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Podemos citar como grande case de sucesso a Live Commerce mediada pelas influencers digitais Kim Kardashian e Viy.

Em 2019 as duas figuras da mídia venderam 15 mil frascos de perfumes em poucos minutos de Live.

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Live Commerce no Brasil

Ao que tudo indica, o formato Live Commerce não é só uma tendência chinesa.

Ela passou a se tornar um recurso estratégico de vendas nas ações de marketing digital e chegou ao Brasil e outros países para ser uma realidade nos planejamentos de marketing de empresas.

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Entre as marcas que aderiram ao fenômeno chinês, estão Dengo, Chili Beans, Americanas e Renner.

Alguns anunciantes brasileiros também começaram a investir na estratégia a fim de gerar novas oportunidades de conexão com o público.

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No fim de junho de 2020, a Lojas Americanas lançou o programa “Americanas ao Vivo”, com a influencer Camila Coutinho fazendo um tutorial de maquiagem e indicando produtos que poderiam ser comprados sem que o espectador abandonasse a live.

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Já em novembro de 2020, a Centauro realizou uma live de lançamento de sua primeira loja de rua, na Avenida Paulista, em São Paulo, com a participação de celebridades esportivas como o ex-lateral Cafu e a apresentadora e ex-bodyboarder Glenda Kozlowski.

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Esses são alguns dos exemplos de empresas brasileiras que precisaram, num contexto de pandemia e isolamento social, criar inovações e entretenimento para os usuários.

Utilizar a audiência das lives de influenciadores e/ou marcas parceiras para vender algum produto ou serviço é uma maneira eficaz de aproveitar aquele espaço para influenciar na decisão de compra do usuário.

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Isso significa que o modelo de Live Commerce tem grandes potenciais de ser a tendência da vez e de ser uma excelente oportunidade e inovação para o setor da publicidade, principalmente durante esses anos de pandemia do COVID-19.

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Em números,  no Brasil, esse setor cresceu 47% no primeiro semestre do ano de 2020, registrando a maior alta em 20 anos, segundo dados da Nielsen.

E com as medidas restritivas permanecendo em alta em 2021, o estudo da Neotrust apontou que o primeiro trimestre deste ano teve alta de 57,4% nas vendas em e-commerce em comparativo com 2020.

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Live Commerce em contexto mundial

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Como muitos países estão incertos sobre abertura integral de lojas físicas, os e-commerces continuam sendo o principal canal de compra da população.

Diante desse cenário, houve expansão do formato Live Commerce que ganhou bilhões de usuários.

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Atualmente as vendas são conduzidas por influencers ou autoridades de marcas e empresas que oferecem os produtos, evidenciado suas vantagens e oferecendo descontos especiais aos seguidores.

O Live Commerce estimula as expectativas e impressões sobre o produto, incentiva o envolvimento, a curiosidade e ainda promove o desejo de compra,  uma vez que ativa os gatilhos mentais do consumidor.

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Sua força em comparação com outros formatos é absurda, já que os conteúdos audiovisuais em tempo real apresentam resultados 10 vezes melhores que os formatos tradicionais. 

Esse modelo de Live Commerce em outros países tem grande foco no mercado de cosméticos, decoração e automóveis.

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E segundo estudo da Research and Markets essa indústria global atingirá US$600 bilhões até 2027.

Segundo divulgado no Estadão, o Grupo Soma – dono de marcas como Animale e Farm – pode ser um dos grandes exemplos de uso no exterior de Live Commerce.

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O grupo fez mais de 50 lives, sendo iniciado quando suas lojas ainda estavam totalmente fechadas e permanecendo ainda em tempos mais híbridos. 

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Como fazer um Live Commerce?

É possível fazer as lives pelas principais redes sociais e seus próprios recursos como Facebook, Instagram e YouTube ou utilizar um software de transmissão ao vivo.

Além dessas opções é possível criar listas de transmissão no WhatsApp.

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Todas estas plataformas permitem o contato direto com o cliente e podem se transformar em canais de vendas poderosos, que inclusive podem ser mensurados por meio de OKRs.

Para tomar a decisão de qual é a melhor plataforma para realizar a live, você deve pensar em qual faz mais sentido para o seu público-alvo.

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Além disso, é importante planejar a sua estratégia de vendas online e, principalmente, usar da criatividade.

Para este formato ser efetivo, é importante incentivar a interação com o público e aumentar o engajamento da live.

Para isso, mostre todos os benefícios de seu produto e responda às perguntas enviadas no chat.

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Além da interação, você precisa direcionar o cliente para onde o produto está sendo vendido.

Assim, você pode disponibilizar o link da oferta ou até criar um QR Code e exibi-lo na tela do aplicativo.

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Rapidamente é efetuado a compra, pois o usuário com seu celular tem acesso a sua conta digital pelo aplicativo bancário e já está direcionado para a página de checkout do produto ofertado.

Para reter esses consumidores, que passaram a conhecer seu produto ou serviço por meio de uma live, avalie a possibilidade de encaminhar brindes promocionais.

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Conclusão

O formato de Live Commerce iniciou na China e se espalhou no mundo como uma grande tendência a ser seguida.

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Muito dessa adesão ao Live Commerce veio por conta da pandemia do Coronavírus. Com mais pessoas em casa, as compras online aumentaram e a busca pelas distrações nas redes sociais também.

Aproveite esse momento para engajar e atrair mais consumidores, de forma leve e divertida.

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